[Livro] A Ignorância – Milan Kundera

aignoranciaAcabei de terminar de ler o livro “A Ignorância” escrito por Milan Kundera. Esse é o segundo livro que leio desse autor, há alguns anos atrás eu li “A Insustentável Leveza do Ser”, um dos, ou se não, O livro mais famoso e conhecido desse autor.

Foi muito interessante eu ler esse livro tendo acabado de ler o Inverno de Praga, que fala justamente sobre a Tchecoslováquia no período de 2ª Guerra Mundial.

O livro “A Ignorância” fala sobre o problema da emigração do leste europeu, mais precisamente da Tchecoslováquia, dos dois personagens centrais da história, Josef e Irena, que se exilaram em outros países devido ao regime comunista que se instalou logo após o término da 2ª Grande Guerra. Os personagens tem uma história de exílio e um sentimento profundamente nostálgico em relação à paisagem tcheca após terem morado por 20 anos na Dinamarca (Josef) e França (Irena).

No livro, Milan Kundera aborda a questão da nostalgia de uma forma diferente. Ao relembrar a etimologia da palavra Nostalgia, que em sua origem grega remete ao “sofrimento causado pelo desejo irrealizado de retornar”, esse sentimento possui uma conexão muito íntima com a ignorância, quando o autor afirma que: só há nostalgia daquilo de que não temos mais notícia.

No livro, um casal se reencontra por acaso durante a viagem de regresso à terra natal. Cada um com suas memórias do passado, nostalgia, e a possibilidade de recuperarem uma história de amor que tinham apenas iniciado anos atrás.

Milan Kundera nasceu em 01/04/1929, em Brno, na Tchecoslováquia e se exilou na França a partir de 1975 por razões políticas.

Em 1950, ele e outro escritor tcheco – Jan Trefulka – foram expulsos do Partido Comunista Tcheco por “atividades anti-partidárias”. Em 1956, porém, Kundera foi readmitido no Partido Comunista. Em 1970, foi novamente expulso. Kundera, assim como outros artistas tchecos como Václav Havel, envolveu-se na Primavera de Praga de 1968. O período de otimismo, como se sabe, foi destruído no agosto do mesmo ano pela invasão soviética com exercito do Pacto de Varsóvia à Tchecoslováquia. Kundera e Havel tentaram acalmar a população e organizar um levante reformista frente ao totalitarismo comunista da União Soviética. Permaneceu neste intento até desistir definitivamente, no ano de 1975.

Vive na França desde 1975, sendo cidadão francês desde 1980. Seus romances geralmente tratam de escolhas e decepções. Em seus livros é recorrente a crítica ao regime comunista e à posterior ocupação russa de seu país, em 1968, quando foi exilado e teve sua obra proibida na então Tchecoslováquia.

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